A paz é que o povo chama/ a paz é que o povo chama/ Se há que expor ideias / que vão a nosso contento / é discutir com maneiras / o que vai no pensamento / Angola é mulher é flor/ é mãe que a todos ama/ acabem com esta dor / a paz é que o povo chama.
(Vários músicos, in Projecto "A Paz é que o Povo Chama")
Sexta-feira, Novembro 28, 2008
A vidraça e os lençóis
Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranquilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:- Que lençóis sujos ela está a pendurar no varal! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar a roupa!…
O marido, calado, ia escutando tudo.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
- A nossa vizinha continua a pendurar os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar a roupa!
E assim, cada dois ou três dias, a mulher repetia o seu discurso, enquanto a vizinha estendia a roupa no varal.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
- A nossa vizinha continua a pendurar os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar a roupa!
E assim, cada dois ou três dias, a mulher repetia o seu discurso, enquanto a vizinha estendia a roupa no varal.
Passado um mês, a mulher ficou surpreendida ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e, toda empolgada, foi dizer ao marido:
- Olha, ela aprendeu a lavar a roupa! Será que a outra vizinha a ensinou? Porque eu não fiz nada!
O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje eu levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
- Olha, ela aprendeu a lavar a roupa! Será que a outra vizinha a ensinou? Porque eu não fiz nada!
O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje eu levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
Fonte: Agenda Jovem 2008 (missionários católicos)/ Foto: "roubada" na Internet
Sábado, Novembro 22, 2008
O anúncio
- Senhor Bilac, estou a precisar de vender a minha fazenda, que o senhor tão bem conhece. Poderia redigir-me o anúncio para jornal?
Olavo Bilac pegou numa folha de papel e escreveu:
- “Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda”.
Meses depois, o poeta encontrou-se com o homem e perguntou-lhe:
- Então, conseguiu vender a sua fazenda?
- Nem pense maus nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha.
Moral da história:
Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos e vemos longe, atrás da miragem de falsos tesouros.
Fonte: Agenda Jovem 2008 (missionários católicos)
Quarta-feira, Novembro 12, 2008
poemas do meu dorso: "Inegociável"
A quem quer que me pedisse opinião
eu sei o que diria
e é há muito que o sei: um “NÃO!!!”
que a guerra é a maior porcaria
Gociante Patissa
Benguela, 12 Nov. 2008
eu sei o que diria
e é há muito que o sei: um “NÃO!!!”
que a guerra é a maior porcaria
Gociante Patissa
Benguela, 12 Nov. 2008
Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Calou-se mais uma voz
Miriam Makeba, 76 anos, faleceu ontem (09/11) na Itália em consequência de um ataque cardíaco. Sul-africana de nacionalidade, Makeba faz parte dos ícons da música do nosso continente, destacando-se do seu acervo os temas "malaika" e "pata-pata".
Segunda-feira, Novembro 03, 2008
O amigo Délio Batista está de luto (faleceu-lhe a esposa)
Faleceu anteontem (01/11/08) na cidade de Benguela, vítima de doença, a D. São (da firma J. Pires), a esposa do artista plástico Délio Batista. O mesmo Délio que não hesitou em me ceder um quadro para servir de capa do meu livro de estreia, quando nem me conhecia sequer e antes mesmo de lhe saber o conteúdo.Desloquei-me à casa do kota Délio, junto ao campo de ténis, no princípio da noite. Ainda tinha forças o kota para, de vez em quando orientar qualquer coisa do lar, mas era visível o abalo. Ofereci-lhe imediatamente o meu ombro, magro, pouco experiente, mas sincero para o consolo que se impõe pela fatalidade e pela admiração que nutro por Délio Batista. Deixei-o chorar ao meu ombro por alguns intantes, acreditando que tal contribuisse para assimilar o infortúnio da perda de, mais do que uma esposa, uma vivência.
Prestemos o apoio que o kota Délio precisa nesta hora difícil. Que a sua esposa descanse em paz!
Gociante Patissa
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