A paz é que o povo chama/ a paz é que o povo chama/ Se há que expor ideias / que vão a nosso contento / é discutir com maneiras / o que vai no pensamento / Angola é mulher é flor/ é mãe que a todos ama/ acabem com esta dor / a paz é que o povo chama.
(Vários músicos, in Projecto "A Paz é que o Povo Chama")

Sábado, Abril 07, 2012

"Ndandele kimbo, ko Monte-Belo". Como estive a trabalhar no dia 4, minha celebração do Dia da Paz foi na quinta-feira. Fomos passear à comuna natal, que dista duas horas do Lobito, à velocidade média de 80 a 110km/h.

 Recém-nascido
 Já são dois. O do fundo fica para a Cristina Galhardo Amado. Ela que se atreva a resmungar o tamanho do abacaxi, nunca mais lhe dou nada. Quem está longe, fica sempre com os sobejos heheheh
 Ligação umbilical entre mim e a fruta. Monte Belo é a comuna que nos pariu a ambos.
  Colhendo "utombo" (mandioca)
 A mana, o sobrinho, o velho Kambuta-comunal e eu.
 A preguiça da chuva
 O maboqueiro para a amiga Dulce Tavares Braga
 "Ocipundo"
 Ponte sobre o rio Kailumba, basicamente um chassis anônimo com mais de três décadas. É um inegável monumento longe dos holofotes.

2 comentários:

Fernando Ribeiro disse...

Esta é que foi a Angola que eu conheci, ainda que muito mais a norte. Uma Angola rural, de lavras e quimbos, de milho e mandioca, de abacaxis e mangas, de maluvo e quissângua, de chuvas e secas e, sobretudo, de gente sacrificada e sofredora, porque a vida no campo não era fácil, ainda menos para as mulheres.

Foi muito bom ver estas fotos, feitas com tanta naturalidade. Muito obrigado, caro Patissa.

Aproveito para informá-lo de que já tenho aqui a meu lado um exemplar da coletânea de contos "Balada dos Homens que Sonham". Comprei-o numa loja FNAC do centro do Porto.

Angola Debates e Ideias- G. Patissa disse...

Caro Fernando Ribeiro, fico feliz que tenha passeado connosco nessas fotos.

Fico igualmente feliz por saber que tem já em posse a antologia. Espero que goste, ou no mínimo ache nela, algo de relevante sobre Angola. Aquele abraço