Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Postal


Terça-feira, Novembro 17, 2009

Citação

"Costumo ser sincero. Se isso tiver que custar alguma coisa um dia, então estou disposto a pagar esse preço". (Jornalista Jaime Azulay, hoje 17 Nov 2009, em entrevista à rádio Benguela, onde se mostrou agastado pelo atraso na inauguração da ponte no município do Cubal).

Sábado, Novembro 14, 2009

Opinião: Seleccionador nacional perde tempo com mesquinhez. Manuel José é líder arrogante, profissional complexado, ou é impressão nossa?


(Foto: extraída algures na Internet) Nada aparentava mais esta inoportuna polémica envolvendo Manuel José (MJ), enquanto treinador dos Palancas Negras - nome oficial da Selecção Angolana de Futebol - por duas questões ba stante óbvias.

A primeira, e deve estar acima de qualquer feitio ou palmarés, é a iminente entrega dos novos estádios construídos pelo Governo para o CAN e consequente marketing já que a competição mudou tardiamente de nome (Taça Africana das Nações, Angola, Orange 2010). A segunda questão prende-se com gestão da auto-imagem. Ora, ninguém em sã consciência ousaria condenar MJ por ter afastado dois atletas por estes não terem tido um comportamento digno durante os treinos/estágio. E pouco muda que os atletas em causa sejam os avançados Flávio Amado e Manucho Gonçalves (MG).

O que porém MJ não pode impor é que vejamos como doces as deselegâncias com que  faz juízo de valores a outrem, como se de repente se anulasse tudo de construtivo que A ou B tenha feito. Tal é dizer que MJ não é o único falante de língua portuguesa com o direito de se sentir lesado e defender-se via imprensa de eventuais beliscos à sua imagem. E não serve de imunidade dizer que “eu não sou politicamente correcto”, pois a posição que ocupa eleva o peso das consequências do que diz. Certo analista desportivo luso criticou recentemente MJ por ter usado termos menos educados no Jornal dos Desportos contra o seu colega do Recreativo do Libolo, por este não ter cedido atletas à selecção nacional para um amistoso.

“Ao dizer que quem conta um conto aumenta sempre um ponto, Manucho chamou-me de mentiroso e eu não admito isso. A única verdade é a minha”, disse MJ, que confirmou estar ultrapassada a situação de Flávio por este já se ter retratado. Não estaremos de modo algum a influenciar o técnico por uma convocatória de Manucho, mas seria de bom-tom analisar o que se passou com o enfoque para o verdadeiro problema. E numa colectividade, os problemas são vistos na perspectiva de solução, dentro dos mecanismos disciplinares. É mesquinhez, sim, submeter o formato do pedido de desculpas à subjectividade do gosto do treinador.

E com todo o respeito que o MJ merece, pela idade, que quase sempre referencia, e pelo palmarés, a questão é já da alçada da FAF (Federação Angolana de Futebol). Em minha opinião, era mais do que tempo de a FAF  chamar o jogador, para o puxão de orelha que se justificar, de modo a que a sua convocatória dependa apenas da boa condição atlética e não de um pedido de desculpas com laivos de humilhação imposto por um complexado chefe. E mais, ao contrário do que MJ propala, a responsabilidade pelos desaires/êxitos não é exclusiva do técnico, mas também da estrutura organizativa nacional (FAF). Não estará o MJ a pecar por vaidade, que tanto critica dos atletas? Não é já altura da coenrência e de fazer com que o brilho colectivo suplante o brilho individual?

Devo confessar que me alegro com os progressos que os Palancas Negras vêm demonstrando com MJ no comando. E embora eu não tenha grandes expectativas quanto aos resultados no CAN, acho que só ganhamos colocando de parte conflitos geracionais.

Para terminar, gostaria de referir que Manucho pode não ter acertado pela forma ambígua como apresentou as suas desculpas públicas através da TPA ao telefone, mas errou mais ainda o seleccionador nacional, MJ, ao reagir de forma ainda muito mais incendiária. Pelo que sugiro uma fórmula milenar, aquela lembrada num dos discursos do presidente José E. dos Santos: “mais acções, poucas palavras”.

Gociante Patissa, Benguela 14 Novembro 2009

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Letreiro


Crónica da hora da borla: “O governante e o empresário” (aconteceu)


Não é para já dos temas que me excitem o gosto. O governante e o empresário? Não é mesmo! É ténue a linha que divide os conceitos (se é que existe) no hodierno mwangolê. Um significa outro, e outro significa um. Até nem está previsto no básico princípio de tratar os assuntos iniciando pela definição dos factores … como diferenciar sinónimos?!

Permitam-me, ainda assim, isolar minhas preferências para partilhar convosco um insólito relato que nos foi contado por um colega de escola, ontem, enquanto decorria a borla.

É desculpar só mais uma (indispensável) divagação. Governar a província de Benguela é um desafio espinhoso, ou não se tratasse da “segunda capital” de facto do país. E houve nomes e mandatos que só de lembrar fazem mal à saúde mental. No entanto, pelo palácio da praia morena passaram alguns de quem as pessoas não se esquecem, uns pelo humanismo, outros pela brutalidade, havendo também quem tenha sabido combinar ambos num só consulado.

Continuando. Há algumas décadas já, certo governante recebeu em audiência um empresário. Presume-se que a audiência tenha decorrido efusivamente, numa feliz dosagem entre o feitio rústico do poderoso (um) e a energia atlética do poderoso (outro). – Desculpa, deu para destrinçar quem é governante, quem é o empresário?! Eu avisei…– Terão abordado tudo o que podia (ou talvez não), acabando por acertar uma data para visita às instalações fabris do empresário, a convite deste. “Teremos muito gosto em recebê-lo, camarada excelência”.

E… chegou o dia da visita, o camarada excelência lá todo ele aparentemente a entender o funcionamento das máquinas, num relato recheado com toda a deferência feita pelo próprio empresário. E o governante só a observar, de vez em quando depositando um elogio ao empreendedorismo do conterrâneo (o que, sendo ou não sincero, não é pecado, digamos).

No final da jornada, sua excelência o governante é surpreendido com (permitam-me especular) a mais cara mobília na montra. “É uma oferta nossa, camarada excelência, pelo seu esforço”. E o governante, sabe-se lá porquê, agradeceu a oferta com uma cara… só assim. E lá o empresário a se perguntar silenciosamente o que se passava na cabeça do governante que não mandava já chamar um camião para transportar.

Eis que, surpreendentemente, o governante mandou chamar o trabalhador mais antigo daquela fábrica e lhe ofereceu a mobília mais cara da montra, ironicamente oferta do patrão. “Em meu nome, leva esta mobília. É sua, por todo o suor que tem dedicado ao crescimento desta unidade de produção. Tu mereces”, teria dito mais ou menos nestas breves palavras.

Como disse, se vos conto isso, a culpa é dos colegas que decidiram ocupar a borla contando histórias e estórias insólitas sobre os bastidores da província de Benguela. Abraços!


Gociante Patissa, Benguela 11 Nov. 2009

Sábado, Novembro 07, 2009

Não gostei da brincadeira: RNA foi vítima de ridicularização, 8 minutos de entrevista a um falso Lula da Silva

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Aforismos e anúncios chamativos

"Se bebes para esquecer, paga antes de beber" (Bar, Benguela)

Não corra/não mate/não morra (via entre Benguela e Huila)

"O fiado é como a barba, se não cortas, cresce" (Lanchonete na Caponte, Lobito)

"Meta isso na cabeça de uma vez por todas" (referência ao condom)

Qual deles lhe parece ter mais graça?
Abraços do vosso Gociante Patissa

Terça-feira, Novembro 03, 2009

De volta à casota...


É sempre uma emoção agradável girar a chave e empurrar a porta de casa, depois de alguns dias fora. É como se a morada renascesse. Vamos lá ver o que Benguela nos reserva...
Abraços aos amigos, meus e do Blog. E por falar nisso, há dias que noto ausência da república do Kenya entre os visitantes... quê isso? É por algo de errado que eu tenha feito???
Gociante Patissa

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Feliz aniversário, amiga K. (já agora, não podias ter escolhido outro dia?...)


Domingo, Novembro 01, 2009

Um país acolhedor, de facto


Uma homenagem aos ardinas


O fim-de-semana é para eles e respectivos clientes o ponto mais alto da procura, que é quando vêm à rua  os jornais privados, de longe mais solicitados que o Jornal de Angola (oficial e único diário do país). E lá vai o ardina, levando muitas vezes jornais cujo conteúdo não teve tempo de ver, isso, se é que o entenderia.
Gociante Patissa

Sábado, Outubro 31, 2009

Sugestão de Leitura: "Quem me dera ser onda" (versão bilingue, Português/Umbundu)


Depois de muito procurar pelo célebre "Quem me dera ser onda", da autoria de Manuel Rui Monteiro, eis que descobrimos uma livraria na cidade de Luanda. Trata-se da Livraria Lello. É uma versão bilingue Português/Umbundu, de 147 páginas, com tradução do filósofo (e não historiador segundo correcção recebida de um dos nossos leitores) Jaka Jamba, com a chancela da Editorial Nzila, Setembro de 2000.

Continuação de bom fim-de-semana!
Gociante Patissa